I - A extensãoda Plataforma Continental nos Países da Lusofonia
II - Implicações Politicas e de Segurança
III - Aspectos Juridicos
IV - Ambiente, Ciência e Tecnologia
V - O Valor Económico (potencial) do Fundo do Mar
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Nação e Defesa - O Mar no Espaço da CPLP
O Instituto da Defesa Nacional (IDN) acaba de publicar o nº 128 da Nação e Defesa intitulado O Mar no Espaço da CPLP.
A importância do mar no espaço da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) é o tema central do novo número da Nação e Defesa intitulado O Mar no Espaço da CPLP.
Os contributos resultam, em parte, de comunicações apresentadas no âmbito da conferência internacional "África e o Mar no Século XXI", que decorreu entre 27 e 28 de Maio de 2010, organizada pelo Centro de Estudos Africanos do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE-IUL).
Publicam-se, também, apresentações relacionadas com o tema efectuadas no âmbito do seminário internacional "O Futuro da Comunidade Transatlântica" que decorreu, no Instituto da Defesa Nacional, em 10 de Setembro de 2010.
Editorial
Vítor
Rodrigues Viana
O
Mar no Espaço da CPLP
Alexandra
Magnólia Dias
Carlos
Martins Branco
Uma
Visão Portuguesa da Segurança do Atlântico Sul
José
Alberto Loureiro dos Santos
Dimensão
Marítima da Segurança no Atlântico: Desafios e Oportunidades para os Países da
CPLP
Armando
Jorge Pereira Lourenço
A Segurança
Marítima no Seio da CPLP: Contributos para uma Estratégia nos Mares da
Lusofonia
Luís
Manuel Brás Bernardino
O
Brasil e a Segurança do Atlântico Sul
Wilson
Barbosa Guerra
O
Brasil e a Segurança no Atlântico Sul
Carmen
Fonseca
São
Tomé e Príncipe e os Desafios da Segurança Marítima no Golfo da Guiné
Augusto
Nascimento
Para além dos artigos
temáticos, o presente volume vai ao encontro de interesses diversos. Assim,
foram publicados em extra-dossiê os seguintes artigos:
A
Relevância do Princípio da Precaução numa Política Integrada para o Mar
Lino
José Baptista Rodrigues Ribeiro
Contributo
de Angola para a Segurança Energética Chinesa
Carla
Fernandes
A N
ova Realidade da Presença Chinesa em Angola e suas Implicações para Portugal: O
Sector da Construção Civil
e
Obras Públicas como Estudo de Caso
Rui
P. Pereira
Jihadismo
Global: A (In)Coerência de uma Estratégia de Subversão?
Felipe
Pathé Duarte
A
Internet como Meio de Difusão do Radicalismo Islâmico
Francisco Costa
Gonçalves
In MEMORIAM do Prof Doutor Ernâni Lopes
Morreu
em 02 de Dezembro de 2010 o Prof. Doutor Ernâni Lopes, ilustre membro
da nossa Comissão de Honra no I e II Congresso dos Mares da Lusofonia,
cujo funeral se realizou nesta sexta-feira dia 03 depois da sua passagem
pela Igreja das Mercês em Lisboa onde tiveram lugar as cerimónias
fúnebres com grandes manifestações de pesar dos mais diversos sectores
da sociedade portuguesa. Exemplo de vida e empenhamento cívico que nos cumpre realçar, assinalamos resumidamente alguns aspectos do seu percurso: Como
economista ficou mais conhecido pela sua passagem pelo Governo do bloco
central(1983 a 1985), onde desempenhou o cargo de ministro das
Finanças, tendo sido em 1984 o responsável pela finalização do processo
de adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia (CEE). Além das
matérias económicas e europeias, o Prof. Ernâni Lopes tinha
diversificadas áreas de interesse, tais como a defesa nacional com
destaque para os assuntos ligados ao mar, a religião e as relações
portuguesas com África. O gosto por estes assuntos foi cultivado
desde a sua formação. Licenciado em Economia em 1964 pela Universidade
Técnica de Lisboa, Ernâni Lopes cumpriu serviço militar na Marinha de
Guerra Portuguesa, como oficial da Reserva Naval, de cuja Associação dos
Oficiais da Reserva Naval (AORN) foi grande animador e dinamizador. Leccionou
em diversas Universidades e Institutos, incluindo os militares, na
Universidade Técnica de Lisboa, entre 1966 e 1974, e doutorou-se em
economia em 1982, pela Universidade Católica. No Banco de Portugal foi
consultor económico entre 1985 e 1989. À Família do Prof. Doutor Ernâni Lopes apresentamos as nossas condolências e o mais sentido pesar.
Mensagem de 1 de Dezembro de D.Duarte de Bragança
"...Na sua longa História, Portugal foi grande quando se lhe
depararam desafios que envolveram projectos galvanizadores de verdadeira
dimensão nacional. Nessas alturas, os portugueses sempre souberam
responder com criatividade, entusiasmo e coragem.
Hoje, é no Mar e
na Lusofonia que a nossa atenção deve ser focada como áreas de eleição
para realizar um projecto de futuro para o País e para a Comunidade dos
Países de Língua Oficial Portuguesa. Afinal, são estas duas vertentes
que, desde o início da Expansão Marítima Portuguesa, com períodos de
maior ou menor brilho, maior ou menor envolvimento, têm vindo a
constituir o nosso Desígnio.O prestigiado Jean Ziegler, meu professor em Genebra, ensinava que
existem dois caminhos para desenvolver os povos. O primeiro começava
pela educação profissional, académica e ética da população , que iria
desenvolver o país e conduzi-lo ao enriquecimento. O segundo caminho
consistia em injectar dinheiro estrangeiro na economia. Os governantes
criariam grandes infra-estruturas, enriquecendo-se alguns deles no
processo, e a população compraria bens de consumo importados, enriquecendo o comércio. Mas no fim, essa nação estaria endividada e a classe média empobrecida porque as capacidades de produção teriam diminuído. Infelizmente é esta a nossa realidade recente. Deixo
para os especialistas apontarem os factores da crise que nos fustiga,
fazerem os diagnósticos acertados, apontarem as vias de solução. Mas não
posso deixar de dizer que é urgente arrepiarmos o caminho que nos
trouxe à gravíssima crise económica e financeira que atravessamos, como
venho denunciando desde há anos. Foi justamente neste sentido que,
este ano, pela segunda vez, promovi, no âmbito da Comissão D. Carlos 100
Anos, a organização do Congresso "Os Mares da Lusofonia" que permitiu
uma participada reflexão, com representantes de todos os Países da CPLP
presentes, acerca da valia dos mares e das Plataformas Continentais dos
países lusófonos nas vertentes estratégica, de segurança, jurídica,
ambiental, científica, tecnológica e económica. A intensificação do
intercâmbio de conhecimentos da sociedade civil e o fortalecimento das
relações afectivas entre os nossos países contribuirá decisivamente para
a supressão das barreiras que ainda existem."
IN MEMORIAM da Mestre Carla Marisa Cardoso Caetano Ferrão
Tivemos a infausta notícia do falecimento, no passado dia 30 de Outubro,
como consequência de um trágico acidente de viação, da Mestre
Marisa Caetano Ferrão, que participou neste II Congresso. Tendo sido
oradora no painel de
"Aspectos Jurídicos" o seu activo envolvimento e a afabilidade
sempre demonstrada deixaram marcas em muitos participantes.
As cerimónias fúnebres tiveram lugar em 03 de Novembro de 2010, pelas 11h30,
em S. Martinho, Seia.
À Família enlutada apresentamos as nossas muito sentidas condolências.
Academia das Ciências de Lisboa
Actividade incluída no calendário das sessões do
Instituto de Estudos Avançados para Seniores (IEAS) e não Seniores do
Instituto de Estudos Académicos para Seniores da Academia das Ciências de
Lisboa:
Qua
16 de Mar de 2011
O
Mar:- Almirante Nuno Vieira Matias; Prof.Dr. Ricardo Serrão Santos
Recursos do
Fundo do Mar:- Prof. Dr. Luís de Menezes Pinheiro-22/03
Os
Espaços Marítimos e o Direito do Mar:- Prof.Dr.Tiago Marques-28/03Defesa e
Segurança no Mar:- Vice-Almirante Victor Cajarabille- 29/03
Para qualquer informação ou esclarecimento adicional,
por favor contactar:
M. Salomé Pais
(PhD), Full Professor Head of Plant Systems Biology Lab. Center of Biodiversity, Functional &
Integrative Genomics (BioFIG); Sciences Faculty of Lisbon University 1749-016, Lisboa, Portugal Phone:- + 351 21 7500165 Fax:- + 351 21 7500172 email:
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Jornal "Sol", noticía o II Congresso dos Mares da Lusofonia
I Congresso dos Mares da Lusofonia
A Editora
Centauro, do Grupo Babel, acaba de lançar um livro com todas as intervenções do
I Congresso dos Mares da Lusofonia (2008), proferidas por especialistas dos
oito países lusófonos. Este livro, que já se encontra à venda nas livrarias,
aborda a temática do mar lusófono nas perspectivas geopolítica, ambiental,
económica e científica.
Cargo News Online
PASC – IV Encontro Público
PASC - IV ENCONTRO PÚBLICO
"A GOVERNANÇA DO MAR ALARGADO. É PRECISO MUDAR JÁ"
CULTURGEST - 27
DE SETEMBRO, 18,30 - 20.30
Resumo
As várias tentativas, ou promessas,
de gerir o domínio do mar não têm, nas últimas décadas, passado disso mesmo. Iniciativas como livros brancos, Expo 98,
Comissão Estratégica dos Oceanos, Estrutura de Missão para os Assuntos do Mar,
etc., não conduziram a resultados concretos, por falta, entre outras
causas, de vontade política ou de continuidade, e de insuficiente iniciativa
privada. Para mudar é preciso começar já a governar os assuntos do mar
com uma nova atitude. Atitude nova, determinação e saber são requisitos básicos
para sair do status quo. Mesmo sendo tarde, impõe-se começar já.
É necessário conhecer a caracterização
económica, científica, jurídica, de segurança e ambiental dos vários grandes
espaços marítimos, como o mar territorial, a zona contígua, a ZEE, a plataforma
continental, bem como a interface mar terra. Depois, há que planear, organizar,
decidir as acções a executar com visão integrada e avaliar os resultados com
participação dos intervenientes no domínio das actividades marítimas. A
extensão da plataforma continental deve merecer uma atenção muito própria pelo
seu enorme potencial de riqueza, mas também de cobiça.
Interessa aflorar alguns factos e
factores da governação do mar para se poder avaliar a extensão do domínio e se
identificar algumas questões a requererem mudança. Nesta linha, há
que repensar alguns estrangulamentos que ocorrem na economia do mar, em
sectores como o portuário, o das pescas ou o da construção naval. É preciso
entender as causas da desarticulação e da inadequação do sector portuário nacional,
continente e ilhas, aos desafios actuais, como é necessário identificar o
definhamento das pescas nacionais, quando, mesmo ao lado, na Galiza, elas
florescem. Há que repensar a proliferação de competências e a dispersão
de meios na segurança no mar, como há que organizar a investigação do mar,
definindo objectivos, promovendo a articulação entre centros de actividade e
levando à transferência útil do conhecimento para o sector empresarial.
Contudo, para que as actividades
tangíveis sejam desenvolvidas com sucesso, é condição necessária que a
sociedade, no seu todo, seja mobilizada, sensibilizada, educada, para a cultura
marítima e se fomente a imagem do mar, como valor não apenas passado, mas de
vital importância para o presente e para o futuro.
A aproximação sistémica às soluções
para os diversos conjuntos de problemas exige uma organização institucional
adequada, tecnicamente competente, com empenho no correcto e atempado ataque
aos problemas, através de linhas de acção articuladas por uma estratégia
eficiente e eficaz.
A estrutura existente, desde
Dezembro de 2009,encimada
pela Comissão Interministerial para os Assuntos do Mar baseia-se nas recomendações
da Comissão Estratégica dos Oceanos, por sua vez inspirada em modelos
estrangeiros de boas provas dadas. Teoricamente parece bem. Contudo,
não se conhecem resultados, possivelmente por não ter sido accionada
com a dinâmica exigida. Organizações apenas inscritas em documentos,
sem serem postas em prática, são inúteis. Motores parados não movimentam
estruturas.
A par com a organização institucional
operativa é necessária a acção empreendedora da sociedade civil. Esta deu já um
passo prometedor ao constituir o Fórum Empresarial do Mar, baseado no estudo
sobre o "Hypercluster do Mar". Também aqui é preciso ultrapassar a dimensão
teórica e agir na prática, fazendo com vontade de fazer bem.
De
fazer que se faz já estamos saturados.
PASC - Plataforma
Activa da Sociedade Civil
Um conjunto de Associações da Sociedade Civil decidiu
organizar-se numa Plataforma Activa da Sociedade Civil (PASC) e fomentar um
relacionamento em rede, para se assumir, independentemente de partidos
políticos e de políticas estabelecidas, como parceiro da mudança necessária do
País e dar contributos efectivos à sociedade portuguesa.
Com a sua actividade, a Plataforma pretende mobilizar a
Sociedade Civil, seja a nível nacional, regional ou local. É nossa intenção que
essa mobilização se faça em torno de questões e acções concretas e que a
Sociedade Civil possa contribuir com soluções de qualidade e encontrar
oportunidades que revigorem o país em que vivemos.
Na próxima segunda feira, dia 27 de Setembro, às 18:30,
no Anfiteatro da CULTURGEST terá lugar este que é o "IV ENCONTRO PÚBLICO
PASC".