Congresso - Os Mares da Lusofonia


I - A extensãoda Plataforma Continental nos Países da Lusofonia

II - Implicações Politicas e de Segurança

III - Aspectos Juridicos

IV - Ambiente, Ciência e Tecnologia

V - O Valor Económico (potencial) do Fundo do Mar
Intervenção - Introdução, detalhes administrativos e organizacionais

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D. Nuno Van Uden ::  Introdução, detalhes administrativos e organizacionais Video

Introdução, detalhes administrativos e organizacionais

Alteza Real, Senhor Dom Duarte, peço liçenca para abrir o nosso Congresso.

Senhor Sec de Estado dos Assuntos do Mar Dr João Mira Gomes, ilustres moderadores e oradores, minhas senhoras e meus senhores.

É com muita satisfação que vejo reunido nesta sala um invulgar grupo de personalidades tão marcantes nos vários domínios objecto do nosso congresso - O MAR.

O Mar como fonte de vida e, provavelmente, como meio de sobrevivência da espécie humana num futuro não muito longínquo...

Quis a Comissão D. Carlos 100 anos homenagear, no Centenário da sua morte, o Homem que sendo Rei, foi um visionário que, já em finais do seculo XIX ,compreedeu a importância estratégica do estudo aprofundado dos oceanos, dando ínicio à oceanografia moderna em Portugal.

Homenagem grandemente ampliada com a participação dos paises irmãos de língua Portuguesa a cujos povos D. Carlos dedicava particular afeição.

Foi durante o seu reinado que as actuais fronteiras dos paises lusofonos se definiram em resultado de uma hábil política diplomática desenvolvida, sob Sua orientação e com particular cunho pessoal, em período de forte conflito de interesses por parte das potencias europeias.

As relações com o Brazil eram, no seu entender, uma prioridade fundamental pelo que tinha já muito bem preparada, na Primavera de 1908, uma viagem a esse país da qual se esperava não só um reforço dos laços de amizade mas também a criação de condições para incremento de uma vasta interacção económica, que anteciparia em cem anos o que só agora se começa a concretizar.

Surge assim, porque óbvio, o tema «Mares da Lusofonia».

Na verdade ao vêr no mapa os mares dos países lusófonos, torna-se evidente o interesse em trabalhar conjuntamente este tema. O desenvolvimento alargado de políticas comuns em áreas que podem e devem ser aprofundadas, não descurando as oportunidades que a ciência tem vindo a revelar, constituem um potencial único de criação de riqueza e consequente bem estar para todo o universo lusófono.

Para tal será fundamental ultrapassar questões supérfulas e apostar decisivamente na construção de plataformas comuns no âmbito de iniciativas de investigação, gestão, formação, segurança, cooperação económica e militar e naturalmente na sintonia de posições a defender em foruns internacionais.

No Atlântico Sul e Central, em particular, os Mares Lusófonos são claramente dominantes e, no entanto, outras potencias têm vindo a marcar posições que mais facilmente serão contornáveis se estivermos unidos com propostas concretas e arrojadas.

Se as conclusões destes dois dias de trabalho ajudarem neste sentido teremos cumprido o nosso objectivo e , porque não, lançado bases para a sua repetição,  nos diversos paises aqui representados, das futuras «Jornadas D. Carlos».

Quero neste momento agradecer vivamente a todos que contribuiram para pôr de pé este Congresso:

O Senhor D. Duarte que desde a primeira hora nos apoiou e contribuiu empenhadamente para a superação de diversas dificuldades com que nos deparámos.

Os Moderadores e Oradores que se disponibilizaram a ceder-nos o seu valioso conhecimento e tempo para conosco colaborar, algums vindo de muito longe .

Os que com as suas contribuições e apoios viabilizaram a montagem de toda esta estrutura.

O noso media partner - Jornal de Negocios - que divulgou esta iniciativa e deu destaque às intervenções pré-congresso de alguns dos nossos oradores e que certamente continuará a fazer chegar à opinão pública as nossas conclusões.

Todos os outros meios de comunicação social que se fizeram representar e que ajudarão a sensibilizar as nossas populações para esta tão importante causa.

Às personalidades que aceitaram integrar a Comissão de Honra, pela distinção, disponibilidade e apoio prestado.

Os membros da Comissão Organizadora que generosamente sacrificaram o seu tempo, conhecimentos e energias e que, contra ventos e marés, permitiram esta concretização. Justo é destacar o dinamizador e principal responsável o Sr Vice Almirante Henrique Alexandre da Fonseca.

Agradeço também a  todos os que nos honram com a sua presença.

E assim passo a palavra ao Sr. Dr Paulo Teixeira Pinto.

Muito Obrigado