| Síntese - O potencial económico dos transportes marítimos e do turismo náutico |
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" Os Mares são o eterno desafio do Homem. Foram importantes para o intercâmbio de culturas, de conhecimentos e de bens. Os descobrimentos portugueses rasgaram sucessivas fronteiras, domesticaram os Mares transformando sucessivas barreiras físicas em auto-estradas marítimas e linhas de comunicação entre povos. Podemos afirmar que os Mares são um elemento forjador da nossa identidade como povo. Hoje são um recurso económico incontrolável ao desenvolvimento económico dos países. Um património natural único, fértil em recursos geológicos, minerais e energéticos, com potencialidades ainda por desvendar. A sua pujança está envolvida num rendilhado muito sensível de dependências e ecossistemas, cuja ruptura poderá comprometer de modo irreversível a sustentabilidade das civilizações e sociedades actuais, podendo mesmo pôr em causa a Vida no nosso Planeta. Vive-se um momento crucial na definição e entendimento estratégico sobre a gestão dos Mares a nível global. Diversas iniciativas no âmbito das Nações Unidas têm sido concebidas tendo-se constituído áreas marinhas protegidas e regimes de protecção do património cultural subaquático e da biodiversidade marinha. No plano europeu depois da discussão pública em torno do Livro Verde várias iniciativas e acções têm sido realizadas para o fortalecimento de uma Politica Marítima Europeia. A economia do Mar representará 4,4 biliões de € para a economia global. Portugal dispõe de uma Zona Económica Exclusiva de 1 milhão e 700 mil Km2 (18 vezes a nossa área terrestre) e segundo o Centro de Estudos da U. Católica, contando com os efeitos indirectos, representará 11% do PIB, 12% do emprego, 17% dos impostos indirectos e 15% das margens comerciais. Apesar destes fortes factores históricos, ambientais e económicos a verdade é que o nosso património ligado ao mar ainda está subaproveitado. Será que temos em relação aos Mares uma histórica intangibilidade? Necessitamos encontrar as estratégias e sobretudo mecanismos que permitam aproveitar melhor os recursos que o Oceano Atlântico e as nossas zonas costeiras nos podem proporcionar. Promovendo, com criatividade e inovação, o crescimento das actividades económicas tradicionais como os transportes marítimos, a pesca e transformação do pescado e o turismo, mas apostando também em novos segmentos produtivos como a aquicultura offshore, a energia eólica e das ondas e mares, a biotecnologia e a robótica marinhas, entre outros desafios possíveis. O mar deve ser de novo a fonte inspiradora da nossa iniciativa empreendedora! " |
